CARTA À IGREJA DE LAODICÉIA
TEXTO BASE: Apocalipse 3.14-22
LAODICÉIA: Outrora conhecida por Dióspolis
(Cidade de Zeus), recebe o nome de Laodicéia (pertencente a Laodice),
homenagem feita por Antíoco II à sua
mulher Laodice. O nome Laodicéia é formado
por duas palavras, Laos=Povo e Dicéia=Voz, ou opinião, ou seja: “A voz do povo”.
No verso 10, quando o anjo da igreja de
Laodicéia é saudado, Jesus se apresenta como o AMÉM. O uso desta terminologia aqui transmite a
idéia de que Ele é cumpridor fiel dos propósitos declarados de Deus (Novo
Comentário Bíblico, Ed. Vida Nova Ltda).
Dentre as cinco igrejas repreendidas,
excetuando-se as igrejas de Esmirna e Filadélfia; as demais são conclamadas à
mesma postura – arrependimento.
Ânimo dobre,
igreja secularizada, indiferente às necessidades do seu próximo.
As nações evangelizadoras de outrora, as
quais promoveram a pré-Reforma, a Reforma Protestante e posteriormente a
evangelização do Continente Americano, dentre outros, tornaram-se indiferentes
ao Evangelho, principalmente em fins do século XIX, século XX onde muitas
igrejas históricas recuaram e século XXI, com a predominância do
neopentecostalismo iniciado no final do século XX.
Isso
se constituí num alerta para todos nós, inclusive para a IBCA. Não podemos descuidar jamais de nossa
vigilância, incorrendo no erro fatal de negligenciarmos a fundamentação e
realimentação diária de nossa fé e princípios, muito menos de descuidarmos do
exercício da obra no Reino de Deus!
O
alerta da parte de Deus chega a ser chocante: “vomitar-te-ei”; as entranhas de
Deus rejeitaram a postura da igreja de Laodicéia. Ela se constituía como alimento belo à
degustação visual, porém indigesto por se encontrar putrefato.
O
pecado causa a repugnância em Deus, produz o vômito de Deus!
PANORAMA
HISTÓRICO, SOCIAL E ECONÔMICO DA CIDADE:
Esta
era a situação de Laodicéia, a mais rica das 7 cidades, conhecida por seu sistema
bancário, pela indústria têxtil de tapetes de lã, particularmente a preta e
pela faculdade de medicina que produzia ungüento curativo para os olhos.
Toda a repreensão feita por Deus à igreja
levou em conta o contexto no qual ela estava inserida, considerando todas as
questões econômicas, de produção, da medicina e até mesmo no que tangia o
fornecimento de água à Cidade que era feito através de um aqueduto que trazia
água de uma fonte de águas termais, a qual abastecia a cidade com uma água
tépida, de paladar desagradável.
A temperatura espiritual da igreja também era
tépida; seu serviço cristão foi classificado como de baixa qualidade, tendo em
vista que eram relaxados, preguiçosos, inoperantes e indiferentes; tendo em
vista terem o suficiente para sua própria provisão, não se compadeciam com as
necessidades de ordem material, muito menos espiritual das outras pessoas
alheias ao seu convívio sócio-espiritual.
Tudo isso contribuiu para a autodestruição da igreja. Os crentes desta igreja se tornaram meramente
nominais, sem testemunho, sem sal, portanto, sem identidade.
REPREENSÕES
FEITAS À IGREJA DE LAODICÉIA:
|
Situação
de Laodicéia
|
Abordagem
Terapêutica sugerida
|
|
Desgraçada,
miserável, pobre
|
Compres de mim ouro
refinado no fogo para alcançar a verdadeira riqueza.
|
|
Cegueira
espiritual
|
Compres de mim colírio
para ungires os olhos, a fim de que vejas.
|
|
Nudez
espiritual
|
Aconselho-te que de
mim compres vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja
manifesta a vergonha da tua nudez.
|
“COMPRES
DE MIM OURO REFINADO..."
Os crentes
daquela igreja tinham muitas posses, e isso em si não era errado, Os crentes
daquela igreja tinham muitas posses, e isso em si não era errado, o problema
não consistia em ter os bens, mas sim em ser dominado por eles. Para os crentes de Laodicéia, o ter era mais
importante do que o ser. Não podemos nos
permitir acomodarmo-nos em virtude da nossa condição financeira.
Quando temos dinheiro, desejamos administrá-lo da
melhor maneira possível, mantê-lo e multiplicá-lo; para isso fazemos
investimentos. Jesus orienta-os para que
realizem investimentos eternos (comprem de mim ouro refinado); objetivando uma
riqueza espiritual perene e não transitória.
IGREJA DESGRAÇADA E MISERÁVEL:
Como a igreja
era muito presunçosa, verso: 17, Jesus mostra o que de fato ela é: “és um
desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”. Revela-se neste texto, não obstante sua
riqueza, a sua verdadeira condição de pobreza.
A sua nudez denota o despojamento de um revestimento espiritual.
Cada uma destas
declarações em particular dizem respeito ao contexto vivenciado por eles.
Ao dizer que eles se encontravam despidos, é posto
em questão uma afirmação contraditória, tendo em vista que eles tinham uma
indústria têxtil bastante proeminente, o que denotaria preços bem acessíveis
para a aquisição de peças de vestuário.
No entanto, Jesus aqui quer provocar uma reflexão acerca da vergonha
vivenciada por eles, pois estavam despojados de vestes espirituais, o branco
aqui denota não apenas a pureza, como também a justiça.
A IGREJA TINHA CEGUEIRA ESPIRITUAL:
Ao fazer menção
sobre a cegueira, que seria paradoxal numa metrópole que possuía um centro de
pesquisas oftalmológicas; naturalmente Jesus está se referindo a cegueira
espiritual que obliterava a visão da verdade, obstruindo-a com a fuligem das
futilidades de uma vida vazia e destituída de significado. Por certo o colírio levava em sua fórmula um
pouco de João 8.32 e 9.29-32.
O AMOR DE DEUS É UM AMOR CUIDADOSO, O QUAL
REPREENDE PORQUE AMA, MAS SEMPRE ESTÁ DISPOSTO A OFERECER PERDÃO E SE
RELACIONAR COM O HOMEM ARREPENDIDO.
Mais uma vez
Deus toma a iniciativa de procurar o homem e propor-lhe reconciliação (v. 19 e 20). Este verso é normalmente usado como apelo
evangelístico; no entanto, o contexto imediato refere-se a uma proposição de
Deus, com vistas a uma reconciliação entre eles, a fim de que a igreja volte a
ter comunhão com Jesus (comunhão aqui representada pela ceia).
No entanto, ao
que tudo indica, estavam tão ocupados com seus compromissos sociais e ativismo
intra-eclesiástico que ignoraram a batida de
Cristo em seus corações, deprezando-O.
Cristo em seus corações, deprezando-O.
Diante do
convite do Senhor não podemos nos fazer de surdos como a igreja em
questão. Por isso somos admoestados a
ouvirmos o que o Espírito diz às igrejas.
FALANDO
UM POUCO ACERCA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE:
“Teologia da
prosperidade é uma doutrina religiosa cristã que defende
que a bênção financeira é o desejo de Deus para os cristãos e que a fé, o discurso positivo e as doações para os
ministérios cristãos irão sempre aumentar a riqueza material do fiel. Baseada
em interpretações não-tradicionais da Bíblia, geralmente com ênfase no Livro de
Malaquias, a doutrina interpreta a Bíblia como um contrato
entre Deus e os humanos; se os humanos tiverem fé em Deus, Ele irá cumprir suas
promessas de segurança e prosperidade. Reconhecer tais promessas como
verdadeiras é percebido como um ato de fé, o que Deus irá honrar.
Seus defensores
ensinam que a doutrina é um aspecto do caminho à dominação cristã da sociedade,
argumentando que a promessa divina de dominação sobre as Tribos de Israel se aplica aos
cristãos de hoje. A doutrina enfatiza a importância do empoderamento pessoal,
propondo que é da vontade de Deus ver seu povo feliz. A expiação (reconciliação com Deus) é
interpretada de forma a incluir o alívio das doenças e da pobreza, que são
vistas como maldições a serem quebradas pela fé. Acredita-se atingir isso
através da visualização e da confissão positiva, o que é geralmente professado
em termos contratuais e mecânicos.
Alguns dos
propagadores desta doutrina são: E. W. Kenyon, Oral Roberts, T. L. Osborn e Kenneth Hagin, Dr. Mike Murdok e Dr.
Morris Cerullo.”
DOUTRINA DA CONFISSÃO POSITIVA
Os seguidores das doutrinas da Confissão Positiva dizem que não devemos
submeter nossos pedidos à vontade de Deus.
Vejamos um pouco do material analisado pelo Pr. Airton Evangelista da
Costa, acerca deste assunto:
“Usar a frase `se for a Tua vontade´ em oração pode parecer espiritual,
e demonstrar atitude piedosa de quem é submisso à vontade do Senhor, mas além
de não adiantar nada, destrói a própria oração” (R.R.Soares, livro O Direito de
Desfrutar Saúde, p. 11, citado por Paulo Romeiro, Supercrentes, p.37).
Essa infeliz declaração é cópia fiel do que disse Benny Hinn, mais adiante registrada. Ora, submeter-se à vontade de Deus é bíblico, não anula nossas orações e é uma atitude espiritual. Se anulasse, a oração-modelo do Pai Nosso, ensinada por Jesus, para nada serviria; Jesus não teria sido um bom Mestre; milhões de orações nesses últimos dois mil anos foram ineficazes; nenhum crente em dois mil anos teria recebido qualquer bênção divina. Deus não teria respondido a nenhuma delas. Logo de início vê-se o absurdo de tal declaração. Devemos confiar em quem? “Maldito o homem que confia no homem. Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor” (Jr 17.5,7). O cristão nunca deve esquecer o exemplo dos bereanos, que examinavam nas Escrituras se as coisas que Paulo e Silas ensinavam estavam corretas (At 17.10-12).
“Jesus me apareceu e disse que se alguém, em qualquer lugar, quiser tomar esses quatro passos ou pôr em operação esses quatro princípios, sempre receberá o que quiser de mim ou da parte de Deus Pai: Passo 1 – Diga a coisa: positiva ou negativamente, tudo depende do indivíduo. Passo 2 – Faça a coisa: Os atos derrotam-no ou lhe dão vitória. Passo 3 – Receba a coisa: Compete a nós a conexão com o dínamo do céu. Passo 4 – Conte a coisa: Contar para que outros também possam crer” (Kenneth Hagin, Como Registrar Seu Próprio Bilhete com Deus, p.5, citado por Hank Hanegraaff, em Cristianismo em Crise, p. 81). Referindo-se a João 14.14, Hagin ensina que “a palavra `pedir´ também significa `exigir´: `E tudo quanto exigirdes em Meu nome, isso [Eu, Jesus] farei”.
“Nunca jamais, em tempo algum vão ao Senhor e digam: `Se for da tua vontade...´ Não permitam que essas palavras destruidoras da fé saiam da boca de vocês. Quando vocês oram `se for da tua vontade, Senhor´ a fé é destruída. A dúvida espumará e inundará todo o seu ser. Resguardem-se de palavras como essas, que lhes roubarão a fé e os puxarão para baixo, ao desespero” (Benny Hinn, Levante-se e Seja Curado, ibid, p.295). Frederic Price, outro arauto da Confissão Positiva, segue no mesmo diapasão: “Se você tem de dizer: `Se for da tua vontade´ ou `Que se faça a tua vontade´, então você está chamando Deus de idiota. É deveras estupidez orar para que a vontade de Deus seja feita. Isto é uma farsa, um insulto à inteligência de Deus”.
Essa infeliz declaração é cópia fiel do que disse Benny Hinn, mais adiante registrada. Ora, submeter-se à vontade de Deus é bíblico, não anula nossas orações e é uma atitude espiritual. Se anulasse, a oração-modelo do Pai Nosso, ensinada por Jesus, para nada serviria; Jesus não teria sido um bom Mestre; milhões de orações nesses últimos dois mil anos foram ineficazes; nenhum crente em dois mil anos teria recebido qualquer bênção divina. Deus não teria respondido a nenhuma delas. Logo de início vê-se o absurdo de tal declaração. Devemos confiar em quem? “Maldito o homem que confia no homem. Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor” (Jr 17.5,7). O cristão nunca deve esquecer o exemplo dos bereanos, que examinavam nas Escrituras se as coisas que Paulo e Silas ensinavam estavam corretas (At 17.10-12).
“Jesus me apareceu e disse que se alguém, em qualquer lugar, quiser tomar esses quatro passos ou pôr em operação esses quatro princípios, sempre receberá o que quiser de mim ou da parte de Deus Pai: Passo 1 – Diga a coisa: positiva ou negativamente, tudo depende do indivíduo. Passo 2 – Faça a coisa: Os atos derrotam-no ou lhe dão vitória. Passo 3 – Receba a coisa: Compete a nós a conexão com o dínamo do céu. Passo 4 – Conte a coisa: Contar para que outros também possam crer” (Kenneth Hagin, Como Registrar Seu Próprio Bilhete com Deus, p.5, citado por Hank Hanegraaff, em Cristianismo em Crise, p. 81). Referindo-se a João 14.14, Hagin ensina que “a palavra `pedir´ também significa `exigir´: `E tudo quanto exigirdes em Meu nome, isso [Eu, Jesus] farei”.
“Nunca jamais, em tempo algum vão ao Senhor e digam: `Se for da tua vontade...´ Não permitam que essas palavras destruidoras da fé saiam da boca de vocês. Quando vocês oram `se for da tua vontade, Senhor´ a fé é destruída. A dúvida espumará e inundará todo o seu ser. Resguardem-se de palavras como essas, que lhes roubarão a fé e os puxarão para baixo, ao desespero” (Benny Hinn, Levante-se e Seja Curado, ibid, p.295). Frederic Price, outro arauto da Confissão Positiva, segue no mesmo diapasão: “Se você tem de dizer: `Se for da tua vontade´ ou `Que se faça a tua vontade´, então você está chamando Deus de idiota. É deveras estupidez orar para que a vontade de Deus seja feita. Isto é uma farsa, um insulto à inteligência de Deus”.
“Eu estava
muito influenciado por Kenneth Hagin e Kenneth Copeland. Nenhum deles fala de
salvação. Só de fé. A mensagem da fé é vazia sem o Espírito. A própria palavra
[prosperidade] foi distorcida e tornou-se de importância fundamental no
ministério. Dinheiro, dinheiro, dinheiro. É quase como ir a um cassino jogar”
(Benny Hinn, citado por Paulo Romeiro, em Evangélicos em Crise, p.43-44)”.
BIBLIOGRAFIA (ESTUDO PRODUZIDO COM BASE NO MATERIAL ABAIXO CATALOGADO):
Nenhum comentário:
Postar um comentário